O credo do Mestre e da Submissa

Os  textos aqui apresentados são uuma tradução livre de “The Submissive’s Creed” e “The Master’s Creed” publicado no artigo BDSM Basics: Daily Rules, Tasks and Assignments sobre regras e tarefas diárias num relacionamento BDSM, publicado em A Submissive Initiative.

Apesar de o texto se focar na dinâmica Mestre/escrava (Master/slave) existem alguns aspectos que são transversais a outras dinâmicas de Domínio/submissão, e até a relacionamentos baunilha.

Apesar de esta tradução atribuir o papel dominante ao homem e o submisso à mulher isso não significa que a todos os homens sejam dominantes e todas as mulheres sejam submissas, é um opção do tradutor derivado à sua preferência pessoal.

O credo da Submissa

Comunicarei, com toda a honestidade, as minhas necessidades, desejos, limites e experiência. Sei que se não o fizer não só vou impedir o meu Mestre e eu de ter a melhor experiência possível, como poderei levar a danos físicos e emocionais. Não irei conduzir uma sessão para aquilo que sinto que deva ser. Irei manter uma mente aberta acerca de tentar coisas a que não estou habituada ou com as quais não estou confortável e acerca de expandir os meus limites. Irei continuar a crescer como submissa e como ser humano. Aceitarei a responsabilidade de descobrir aquilo que agrada ao meu Mestre e farei o meu melhor para realizar os Seus desejos e vontades. Não vou permitir ser abusada ou magoada, sei que ser submissa não é ser um capacho.

Serei cortês e ajudarei amigos submissos, irei partilhar o meu conhecimento e experiências com outros na esperança que eles aprendam com aquilo que eu passei. Irei ter tempo para ajudar a começar no caminho certo aqueles que são novos na cena.

Irei reagir ao meu Mestre, não irei tentar esconder o que a minha mente e o meu corpo sentem para que possa assisti-Lo nas Suas responsabilidades como minha Autoridade. Eu sei que os Dominantes não são telepatas e não vou esperar que o meu Mestre saiba o que penso ou o que sinto sem o partilhar.

Nunca irei pensar que sou submissa porque escolhi submeter-me a diferentes níveis. Não me vou gabar das experiências que tive como submissa. Sei que as minhas acções se reflectem no meu Mestre e darei o meu melhor para que outros o vejam de forma positiva. Não irei intencionalmente embaraçar ou desagradar ao meu Mestre.

Acima de tudo, irei envergar o meu título de submissa com honra, nunca irei fazer os outros pensarem que ser submissa significa ser fraca ou sub-humana. Terei orgulho em quem sou, naquilo que sou e nunca me irei expor de formas negativas.

 

O credo do Mestre

Acima de tudo ele cuida da sua escrava, porque sabe que as oferendas que ela lhe dá são o maior presente de todos.

Ele é rigoroso e tira o máximo partido do poder que lhe é dado, mas sabe compartilhar o prazer que vem essa preciosa oferenda que é a submissão.

Ele está, sobretudo e em primeiro lugar, no controle de si mesmo para que possa depois controlar os outros. Como um severo e exigente mestre, ele pode causar na sua escrava lágrimas reais. Como o amante consumado que é, ele vai beijar as lágrimas sair fora da personagem que encarnou.

Em momentos de angústia, um mestre é um parceiro solidário e amigo, não esquecendo que este é um relacionamento amoroso entre duas pessoas que cuidam uma da outra.

Ele é rápido a compreender a diferença entre fantasia e realidade.

Ele nunca solicitaria que a sua escrava o coloque antes da sua carreira ou família, apenas para satisfazer seu próprio prazer.

Para conquistar a mente, corpo, alma e amor da sua escrava, ele deve primeiro ganhar sua confiança. Ele vai mostrar à sua escrava o seu humor, gentileza e cordialidade.

Ele deve sempre mostrar a ela que sua orientação e tutoria é instruída e merecedora da atenção dela, que ele é um homem com quem ela pode aprender e que pode confiar no seu critério.

Ele é romântico o suficiente para ser protector e galante. Quando é chamado, ele vai lutar pela honra da sua dama. Ele revela-lhe que ele é alguém em quem ela se pode apoiar e confiar.

Quando chega a hora de ensinar a sua escrava a ser obediente, ele é um professor forte e inflexível. Ele não perdoa nenhuma falha, não fica satisfeito com nada que não seja a perfeição do seu aluno.

Ele nunca faz uso da disciplina sem uma boa razão, e quando o faz, é sempre com uma mão cuidadosa e experiente.

Ele está sempre aberto à comunicação e discussão, sempre pronto a ouvir os desejos e necessidades da sua escrava. Ele é paciente, concede o tempo necessário para aprender seus limites, uma vez que ele sabe que, do mesmo modo que a confiança nele cresce, os seu limites também aumentam até serem praticamente inexistentes.

Ele nunca tem que exigir um comportamento protocolar. Ela responde a ele com a vontade de querer agradá-lhe, cumprido o que ele lhe pede devido à vontade de agradar, e não por temer o castigo.

Ele entende a natureza frágil o seu corpo, mente e alma e nunca viola a confiança que ela deposita nele. A obediência deriva da vontade de agradar, e não do medo de ser punida.

Ele entende a frágil natureza da sua mente, corpo e alma, nunca violando a confiança que ela lhe oferece.

Ele é seguro o suficiente para se rir de si mesmo e dos absurdos da vida. Tem a mente aberta o suficiente para aprender coisas novas. É forte o suficiente para crescer.

As suas ferramentas são a mente, o corpo, a alma, o espírito e o amor. Ele entende que cada parceiro ganha com o prazer do outro. E ambos sabem que o amor e a confiança são a única ligação que realmente os une.

Advertisements

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s